Eles mataram Martin Luther King (o cara que ganhou o Nobel da Paz e tinha “um sonho”). Eles mataram Malcolm “X” um muçulmano, negro e revolucionário, num crime que continua sem solução, 40 anos depois. Eles prenderam Muhammad Ali (campeão mundial de boxe), também muçulmano, por se negar a lutar na palhaçada (leia “guerra”) do Vietnã. Eles mataram Medgar Evers (o cara que colocou o primeiro estudante negro na Universidade do Mississipi) e o assassino confesso (ligado ao Ku Klux Klan) foi inocentado em dois julgamentos. Eles condenaram a prisão perpétua Hubin “hurricane”Carter - negro forte candidato ao titulo mundial dos pesos médios de boxe, por apenas ter passado no local que foram assassinadas três pessoas. E mataram, prenderam e humilharam outros muitos.
Agora, os EUA, elegeram um presidente negro: ”Barack Hussein Obama was elected the 44th president of the United States on Tuesday, sweeping away the last racial barrier in American politics with ease as the country chose him as its first black chief executive”. ( The New York Times, 11/05/08).
Não quero crer que o mundo todo vai engolir essa historia de que eles, os EUA, rompem as barreiras do racismo elegendo o B. Hussein Obama. Foi com essa mesma tática que eles iludiram o mundo com seus planos de “resgate” e “ajuda” aos países após a primeira e a segunda guerra mundial. Atingindo, através disso, o posto de grande potencia do planeta. Obama, de sobre nome Hussein, muçulmano e negro foi eleito mais por falta de opção! Os americanos na viam á hora de se livrar do J.W.Bush. O povo votou em Obama por medo de uma nova era Bush chamada McCain.
Os EUA se livraram da ameaça de uma nova era Bush e ao mesmo tempo querem deletar seu histórico de racismo. McCain entrou com a derrota garantida – sua imagem estava muito associada à de Bush e Obama era a oportunidade que eles necessitavam para apagar a imagem racista da “America”.
O muçulmano de nome engraçado (Barack Hussein Obama) soube se aproveitar da situação, comparando- se a Martin Luther King e sendo considerado como “a realização do sonho de Dr. King” – foi eleito. Conquanto, a “America” ainda é racista, os estados mais tradicionais votaram McCain. O Alabama e o Mississipi, estados com grande histórico de racismo, votaram McCain. Obama foi superior nas costas leste e oeste, onde o que menos se encontra é americano, mas concentra a grande maioria dos votos. Se Obama será um bom presidente? Torço que sim, é do interesse do mundo todo. Se McCain seria melhor? É a duvida cruel. Obama já entra como uma raposa na presidência, sob ameaça de ser processado pela igreja cristã se não apresentar seu certificado de cristão que ele afirma o ser.
Nunca um negro foi tão branco (para com os negros) e um muçulmano foi tão cristão!
Porém, a história da “America” é muito triste em relação ao racismo, muitos sofreram, sofrem e sofrerão com isso por lá. Obama se aproveitou da luta dos negros para se eleger e dos erros grotescos do governo Bush.
Sabe-se que os EUA nunca foram bons em eleger pessoas descentes para a presidência e que sua eleição tão demorada não é uma garantia que o melhor está sendo eleito – o último foi o Bush. Agora, a terra dos super-heróis brancos e de olhos claros e que matou todos seus heróis negros, elegeu um presidente negro que contra nada lutou – que paradoxo!
Por: TIAGO FERRARI