Pesquisar este blog

12 novembro 2008

Noventa anos do fim da Primeira Guerra Mundial.

Há 90 anos a Inglaterra era a "potência industrial e rainha dos mares" e Alemanha, França e Rússia pleiteavam seu posto na Europa. A Alemanha passou a investir pesadamente em tecnologia, esperando assim se tornar a grande potência. A França, por sua vez, apostou na qualidade e perfeição dos seus produtos. A Rússia (fez o que faz a China nos dias de hoje) sacrificou seu povo, abusou do poder militar e da mão-de-obra barata. As quatro juntas, nessa corrida, criaram um clima tenso e instável no velho mundo. O que culminou na Primeira Guerra Mundial. Nessa corrida imoral estimulada pelo capitalismo, essas nações tiraram o mundo da "Belle Époque" e o transformaram num conflito que, segundo o historiador Hobsbawm, foi uma máquina de massacres provavelmente sem precedentes na história da guerra. Os EUA, com sua sapiência maligna usaram da "desgraça europeia" para assumirem o posto de grande potência do planeta. Com os 14 pontos de Wilson eles, os EUA, "resolveram o conflito".
Ter-se-ia: a Alemanha derrotada e condenada a pagar por tudo, a Rússia humilhada, a França e Inglaterra insatisfeitas. Dessa forma, a Segunda Guerra Mundial estava garantida!

O fato interessante é que o epicentro do assunto após noventa anos ainda é o prejuízo que o conflito causou a esses estados - qual se deu bem ou mal.
O que não tem sido percebido é a questão humana, as baixas ocorridas nesse conflito(viraram estatística de guerra), e a situação de terror para as pessoas envolvidas nele. Situações como esta, não são levadas em conta:

"Estamos tão exausto que dormimos, mesmo sob intenso barulho. Ninguém se importa conosco. Não somos substituídos. Os aviões lançam projéteis sobre nós. Ninguém mais consegue pensar. As rações estão esgotadas. É o próprio inferno" (trecho de uma carta encontrada no bolso de um soldado alemão).

Soldados lutaram movidos pelo nacionalismo - foram longos quatro anos de batalhas. Nesta semana nações como Inglaterra e França lhes prestaram “homenagens”. Na França lembrou-se a batalha de Verdun e o presidente Nicolas Sarkozy aparecia sorrindo junto de sua esposa, como se o momento não lembrasse dor e sofrimento. Na Inglaterra a Família Real fez o seu bom e velho “social”. Já a Alemanha deu abertura ao seu carnaval, uma de suas maiores festas. Noventa anos depois se pode notar que exemplos só ficaram os econômico-financeiros e que o homem, ainda, é mão-de-obra de guerra. A Segunda Guerra Mundial aconteceu e caminhamos para uma terceira e tudo que os lideres mundiais conseguem ver, é: soberania, poder e riquezas naturais. Sábias foram as palavras de Platão: “Só os mortos conhecem o fim da guerra".
(Introdução embasada no Livro "O séc.XX, vol.1, págs 233 a 251)
Por: Tiago Ferrari

Nenhum comentário: